quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Caminhar (Poema) - O auter ego e a Consciência



  Caminhar, só porque vi a terra na estrada, tão solta desfigurada
alguém precisa andar por cima dela, colocar a terra no lugar, assentar a poeira...
  Caminhar, só porque o caminho estava á minha frente, porque não havia
bifurcações ou paralelas, só porque parar seria mais fácil e desistir mais comodo.
  Caminhar, exatamente porque a inercia não pôde me segurar em seus braços,
porque eu lembrei dos teus passos e o caminho é longo e demorado...
  Caminhar, tão simplesmente porque é a decisão certa e porque essa estrada manifesta o desafio de vencer o meu gigante...
  Mas, quando eu lembrei onde ia chegar, eu passei a correr, a pular, a extinguir do corpo o cansaço e pra descansar em teus braços eu prossigo e não quero voltar!


 (S.F)

     Em Lacan, a ideia de "autoerego" está relacionada ao conceito de "superego" de Freud. O superego é a parte da mente que internaliza as normas e valores da sociedade e funciona como uma espécie de juiz interno, ditando o que é certo e errado. O "autoerego" pode ser entendido como uma construção semelhante, mas com um foco mais voltado para a autoavaliação e autocrítica. É como se fosse uma voz interior que nos julga e nos impõe padrões ideais de comportamento e desempenho.

Já a consciência, em Lacan, é vista como algo mais complexo do que simplesmente estar ciente de algo. Ele fala sobre diferentes níveis de consciência, incluindo o que ele chama de "consciência-falante", que está ligada à linguagem e à forma como nos percebemos e nos relacionamos com o mundo. Para Lacan, a consciência está profundamente ligada ao processo de simbolização e à maneira como interpretamos nossas experiências por meio da linguagem e dos significados culturais. Portanto, o "autoerego" e a consciência estão interligados na medida em que ambos envolvem processos de reflexão e autoavaliação, influenciados pelas normas e valores internalizados da sociedade.

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