Quer saber quem eu sou?
Suba as escadas, vire á esquerda,
E abra a porta direita daquele armário que me deu...
Lá encontra uma enorme pasta preta, tão cheia de registros,
Que se tonaria fácil saber quem sou não fosse pelo fato de
que é cheia de senhas.
Senhas que você mesmo colocou, mas não lembra...
Tem tantas imagens e relatos, casos registrando os fatos...
As flores, o perfume e o vinho, têm passagens, lembranças de
viagens e
um pouco mais de
altitude... Tem o cheiro das montanhas de quando descemos a serra,
tem a sensação de vento no rosto quando subimos á
deriva...Ah! Quem dera lesses tantas estrelinhas, quem dera percebesses... Porém
não se exaspere, nem se confunda, vem vire a direita novamente e logo mais a
frente esqueça o arquivo vivo, a pasta e a ferida, e com tua mão suada e o remorso
de quase nada escreve em mim uma página um pouco mais vívida!
Segundo Lacan, o "objeto a" é uma ideia importante. Ele o descreve como um objeto que nunca pode ser possuído ou compreendido totalmente, mas que é desejado intensamente. Esse objeto é o que nos motiva e nos impulsiona, mas ao mesmo tempo é algo que sempre está além do nosso alcance. É como se fosse uma busca constante por algo que nos completa, mas que nunca podemos alcançar completamente. Em resumo, o "objeto a" é uma espécie de ideal inalcançável que nos guia em nossos desejos e nos mantém em movimento.
S.F

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